Rio Festival de Gênero e Sexualidade no Cinema 2018

Festivais de Cinema foram um dos grandes motivos de eu ter me apaixonado por cinema desde nova. Me lembro da Mari adolescente saindo da escola e passando o dia inteiro indo direto de uma sessão pra outra, ainda de uniforme e fazendo bom uso da meia entrada 🙂

Por sorte, o Rio de Janeiro tem ótimos festivais. Ano passado eu aproveitei muito o Festival do Rio e esse ano chegou a hora do Rio FGSC2018.

Achei que seria uma boa ideia compartilhar com vocês os filmes que eu estou mais animada pra ver no Rio FGSC2018. Fiz uma seleção dos que mais me interessam baseada nas informações que estão no site do festival e também em umas pesquisas pela internet mesmo. Ao longo do festival eu também vou fazer posts diários contando sobre os filmes que eu vi no dia anterior e o que eu achei deles (juro que vou tentar fazer isso sem spoilers).

Eu sempre senti muita falta de representatividade LGBT no cinema (e na TV, e no Teatro, e no Youtube…) e com certeza esse foi um dos motivos que me fez querer estudar cinema eu mesma – mas esse assunto dá um outro post inteiro. É incrível ver um festival como esse acontecer dando visibilidade não só pra filmes com temática LGBT, mas também feitos por pessoas LGBT.

Enfim, vamos aos filmes que eu selecionei pra ver. Com certeza eu vou acabar vendo muito mais do que esses – principalmente os curtas, que por mim eu veria todos. Mas como sou uma pessoa só e provavelmente não vou ter tempo de ver todos os filmes que serão exibidos, aqui vai a minha lista dos que eu não posso perder.

LONGAS

Chega de Fiu Fiu
(Documentário/ 73min/ Brasil/ 2018)

As cidades foram feitas para as mulheres? O filme Chega de Fiu Fiu narra a história de Raquel, Rosa e Teresa, moradoras de três cidades brasileiras, que, por meio de ativismo, arte e poesia resistem e propõem novas formas de (con)viver no espaço público.

Direção: Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão
COPA 181
(Ficção / 81min/ Brasil/ 2017)
De segunda à sexta, a travesti Kika, trabalha como faxineira e leva sua vida sem chamar muita atenção. Já aos sábados à noite, no entanto, é o seu momento de estrela: ela se transforma em uma artista latina digna de uma superprodução de Hollywood e, na sauna Copa 181, ganha a vida ao lado dos seus clientes mais assíduos. Aos poucos, a presença de Kika afeta a rotina de Eros, ma cantora de ópera, e Taná, funcionário de uma loja de materiais de construção.
Direção: Dannon Lacerda
Genderbende
(Documentário/ 68min/ Holanda/ 2017)
Uma história sobre cinco jovens que não se sentem nem homens nem mulheres, mas se posicionam em algum lugar entre. Todos os dias eles são confrontados por serem diferentes, mas eles são orgulhosos de serem quem são. Os jovens neste filme têm suas próprias lutas, mas juntos contam uma história forte sobre aceitação. O filme brinca com a curiosidade, interesse e incompreensão de qualquer coisa fora da norma dos gêneros convencionais. O gênero de todo mundo não é realmente “fluído”? Não seria libertador se pudéssemos quebrar a mentalidade fechada sobre gênero? Os cinco personagens do “Genderbende” nos fazem questionar nossa sociedade às vezes rígida e oferece um momento de reflexão, o quanto homem ou mulher você é? O filme celebra o indivíduo.
Direção: Sophie Dros
Mocha
(Documentário/ 105min/ Argentina/ 2017)
Documentário sobre a MOCHA, a primeira escola de ensino médio do mundo pensada para pessoas trans, não exclusivo.
Direção: Francisco Quiñones e Rayan Hindi
MÉDIAS
Casa da Xiclet
(Documentário / 51min/ Brasil/ 2016)
Documentário sobre a Casa da Xiclet, galeria de arte independente. Xiclet é uma artista plástica capixaba que se estabeleceu em São Paulo no início dos anos 2000 e desde então transformou a casa onde mora em um espaço público, voltado para a divulgação de artistas que ficam de fora do grande circuito das artes.
Direção: Sofia Amaral
CURTAS CARIOCAS
Meu Preço
(ficção/Brasil/ 15min/ 2018)
Morena se une as suas amigas transexuais para mais uma noite de rotina e de luta pela sobrevivência. Porém, ao se deparar com um cliente novo, ela coloca o seu passado a tona de forma violenta e angustiante.
Direção: Hsu Chien
Latifúndio
(experimental/ 11min/ Brasil/ 2017)
O corpo não é apenas matéria, mas uma contínua e incessante materialização de possibilidades.
Direção: Érica Sarmet
MC Jess
(ficção/ 21min/ Brasil/ 2018)
Jéssica tem que enfrentar o preconceito cotidiano. Busca na arte uma forma de se expressar e superar suas inseguranças.
Direção: Carla Villa-Lobos
CURTAS
Maria
(documentário/ Brasil/ 16min 44seg/ 2017)
Nascida aos 16, numa cidade ensanguentada por corpos de peito e pau.
Direção: Elen Linth
À Luz do Dia
(documentário/ 27min/ Brasil/ 2018)
O documentário À Luz do Dia conta a história e as dificuldades que enfrentam travestis e transexuais no mercado de trabalho tradicional.
Direção: Elaine Coutrin
Birds of Paradise
(ficção/ 10min/ India/ 2018)
O filme percorre um dia na vida de três trans, ambientado no binário e na moralidade da sociedade.
Direção: Rahul M M
Kibe Lanches
(documentário/ 18min/ Brasil/ 2017)
Na década de 80, o restaurante Kibe Lanches, no bairro do Pina, no Recife, vendia pratos da cozinha árabe. Nas sextas, à noite, transformava-se num alegre ponto de encontro, cuja principal atração era as rolinhas do Barão.
Direção: Alexandre Figueirôa
Skai Blue
(ficção/ 18min/ Belgica/ 2017)
Tom conhece Simon, um refugiado de Camarões em um aplicativo de namoro. Eles têm um relacionamento curto, mas passional… eles esperam encontrar uma vida melhor, felicidade e amor. No entanto, Tom percebe que esse relacionamento tem um impacto enorme em sua própria vida e é forçado a fazer uma escolha difícil.
Direção: Guido Verelst
Photomatón
(ficção/ 5min/ México/ 2018)
É um dia nublado e dois jovens entram em uma cabine de fotos. Eles são amigos, colegas de trabalho em um canteiro de obras; ambos aproveitam o tempo livre e o pequeno espaço para fumar, conversar e retratar um momento extraordinário.
Direção: Roberto Fiesco
Afronte
(documentário/ 15min41seg/ Brasil/ 2017)
Ficção e documentário se cruzam para mostrar o processo de transformação e empoderamento de Victor Hugo, um jovem negro e gay, morador da periferia do Distrito Federal. Seu relato se mistura aos depoimentos de outros jovens, cujas histórias revelam diferentes formas de resistência, encontradas em discursos de valorização do negro gay.
Direção: Bruno Victor e Marcus Azevedo
Azul Vazante
(ficção/ 15min27seg/ Brasil/ 2017)
Uma mãe procura o filho em um leito hospitalar; encontra a filha. entre margens e marés, do centro vaza azul.
Direção: Julia Alquéres
Ainda não
(ficção/ 21min/ Brasil/ 2017)
Nos dias que precedem seu aniversário, Marina recebe a visita de sua mãe.
Direção: Julia Leite
Vaca Profana
(ficção/ 16min27seg/ Brasil/ 2017)
Nádia é uma travesti que quer ser mãe. Ela será mãe. Ela é mãe.
Direção: René Guerra

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O FESTIVAL:

Evento no FACEBOOK: https://goo.gl/GWSjiF
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