Rio Festival de Gênero e Sexualidade no Cinema 2018

Festivais de Cinema foram um dos grandes motivos de eu ter me apaixonado por cinema desde nova. Me lembro da Mari adolescente saindo da escola e passando o dia inteiro indo direto de uma sessão pra outra, ainda de uniforme e fazendo bom uso da meia entrada 🙂

Por sorte, o Rio de Janeiro tem ótimos festivais. Ano passado eu aproveitei muito o Festival do Rio e esse ano chegou a hora do Rio FGSC2018.

Achei que seria uma boa ideia compartilhar com vocês os filmes que eu estou mais animada pra ver no Rio FGSC2018. Fiz uma seleção dos que mais me interessam baseada nas informações que estão no site do festival e também em umas pesquisas pela internet mesmo. Ao longo do festival eu também vou fazer posts diários contando sobre os filmes que eu vi no dia anterior e o que eu achei deles (juro que vou tentar fazer isso sem spoilers).

Eu sempre senti muita falta de representatividade LGBT no cinema (e na TV, e no Teatro, e no Youtube…) e com certeza esse foi um dos motivos que me fez querer estudar cinema eu mesma – mas esse assunto dá um outro post inteiro. É incrível ver um festival como esse acontecer dando visibilidade não só pra filmes com temática LGBT, mas também feitos por pessoas LGBT.

Enfim, vamos aos filmes que eu selecionei pra ver. Com certeza eu vou acabar vendo muito mais do que esses – principalmente os curtas, que por mim eu veria todos. Mas como sou uma pessoa só e provavelmente não vou ter tempo de ver todos os filmes que serão exibidos, aqui vai a minha lista dos que eu não posso perder.

LONGAS

Chega de Fiu Fiu
(Documentário/ 73min/ Brasil/ 2018)

As cidades foram feitas para as mulheres? O filme Chega de Fiu Fiu narra a história de Raquel, Rosa e Teresa, moradoras de três cidades brasileiras, que, por meio de ativismo, arte e poesia resistem e propõem novas formas de (con)viver no espaço público.

Direção: Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão
COPA 181
(Ficção / 81min/ Brasil/ 2017)
De segunda à sexta, a travesti Kika, trabalha como faxineira e leva sua vida sem chamar muita atenção. Já aos sábados à noite, no entanto, é o seu momento de estrela: ela se transforma em uma artista latina digna de uma superprodução de Hollywood e, na sauna Copa 181, ganha a vida ao lado dos seus clientes mais assíduos. Aos poucos, a presença de Kika afeta a rotina de Eros, ma cantora de ópera, e Taná, funcionário de uma loja de materiais de construção.
Direção: Dannon Lacerda
Genderbende
(Documentário/ 68min/ Holanda/ 2017)
Uma história sobre cinco jovens que não se sentem nem homens nem mulheres, mas se posicionam em algum lugar entre. Todos os dias eles são confrontados por serem diferentes, mas eles são orgulhosos de serem quem são. Os jovens neste filme têm suas próprias lutas, mas juntos contam uma história forte sobre aceitação. O filme brinca com a curiosidade, interesse e incompreensão de qualquer coisa fora da norma dos gêneros convencionais. O gênero de todo mundo não é realmente “fluído”? Não seria libertador se pudéssemos quebrar a mentalidade fechada sobre gênero? Os cinco personagens do “Genderbende” nos fazem questionar nossa sociedade às vezes rígida e oferece um momento de reflexão, o quanto homem ou mulher você é? O filme celebra o indivíduo.
Direção: Sophie Dros
Mocha
(Documentário/ 105min/ Argentina/ 2017)
Documentário sobre a MOCHA, a primeira escola de ensino médio do mundo pensada para pessoas trans, não exclusivo.
Direção: Francisco Quiñones e Rayan Hindi
MÉDIAS
Casa da Xiclet
(Documentário / 51min/ Brasil/ 2016)
Documentário sobre a Casa da Xiclet, galeria de arte independente. Xiclet é uma artista plástica capixaba que se estabeleceu em São Paulo no início dos anos 2000 e desde então transformou a casa onde mora em um espaço público, voltado para a divulgação de artistas que ficam de fora do grande circuito das artes.
Direção: Sofia Amaral
CURTAS CARIOCAS
Meu Preço
(ficção/Brasil/ 15min/ 2018)
Morena se une as suas amigas transexuais para mais uma noite de rotina e de luta pela sobrevivência. Porém, ao se deparar com um cliente novo, ela coloca o seu passado a tona de forma violenta e angustiante.
Direção: Hsu Chien
Latifúndio
(experimental/ 11min/ Brasil/ 2017)
O corpo não é apenas matéria, mas uma contínua e incessante materialização de possibilidades.
Direção: Érica Sarmet
MC Jess
(ficção/ 21min/ Brasil/ 2018)
Jéssica tem que enfrentar o preconceito cotidiano. Busca na arte uma forma de se expressar e superar suas inseguranças.
Direção: Carla Villa-Lobos
CURTAS
Maria
(documentário/ Brasil/ 16min 44seg/ 2017)
Nascida aos 16, numa cidade ensanguentada por corpos de peito e pau.
Direção: Elen Linth
À Luz do Dia
(documentário/ 27min/ Brasil/ 2018)
O documentário À Luz do Dia conta a história e as dificuldades que enfrentam travestis e transexuais no mercado de trabalho tradicional.
Direção: Elaine Coutrin
Birds of Paradise
(ficção/ 10min/ India/ 2018)
O filme percorre um dia na vida de três trans, ambientado no binário e na moralidade da sociedade.
Direção: Rahul M M
Kibe Lanches
(documentário/ 18min/ Brasil/ 2017)
Na década de 80, o restaurante Kibe Lanches, no bairro do Pina, no Recife, vendia pratos da cozinha árabe. Nas sextas, à noite, transformava-se num alegre ponto de encontro, cuja principal atração era as rolinhas do Barão.
Direção: Alexandre Figueirôa
Skai Blue
(ficção/ 18min/ Belgica/ 2017)
Tom conhece Simon, um refugiado de Camarões em um aplicativo de namoro. Eles têm um relacionamento curto, mas passional… eles esperam encontrar uma vida melhor, felicidade e amor. No entanto, Tom percebe que esse relacionamento tem um impacto enorme em sua própria vida e é forçado a fazer uma escolha difícil.
Direção: Guido Verelst
Photomatón
(ficção/ 5min/ México/ 2018)
É um dia nublado e dois jovens entram em uma cabine de fotos. Eles são amigos, colegas de trabalho em um canteiro de obras; ambos aproveitam o tempo livre e o pequeno espaço para fumar, conversar e retratar um momento extraordinário.
Direção: Roberto Fiesco
Afronte
(documentário/ 15min41seg/ Brasil/ 2017)
Ficção e documentário se cruzam para mostrar o processo de transformação e empoderamento de Victor Hugo, um jovem negro e gay, morador da periferia do Distrito Federal. Seu relato se mistura aos depoimentos de outros jovens, cujas histórias revelam diferentes formas de resistência, encontradas em discursos de valorização do negro gay.
Direção: Bruno Victor e Marcus Azevedo
Azul Vazante
(ficção/ 15min27seg/ Brasil/ 2017)
Uma mãe procura o filho em um leito hospitalar; encontra a filha. entre margens e marés, do centro vaza azul.
Direção: Julia Alquéres
Ainda não
(ficção/ 21min/ Brasil/ 2017)
Nos dias que precedem seu aniversário, Marina recebe a visita de sua mãe.
Direção: Julia Leite
Vaca Profana
(ficção/ 16min27seg/ Brasil/ 2017)
Nádia é uma travesti que quer ser mãe. Ela será mãe. Ela é mãe.
Direção: René Guerra

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O FESTIVAL:

Evento no FACEBOOK: https://goo.gl/GWSjiF
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Influenciadora Cultural #1 – O que fazer no Rio?

Sempre que eu vlogo o meu dia a dia pra vocês, mostro os lugares onde eu vou e as coisas que eu faço muitas de vocês ficam super interessadas. Por isso, eu achei que seria uma boa ideia compartilhar com vocês semanalmente uma lista de coisas legais que estejam rolando por aí, principalmente no Rio de Janeiro – por ser a cidade onde eu moro, e em São Paulo – por ser uma cidade que eu conheço bem e onde eu vou bastante.

Assim, nada de ficar entediada achando que não tem nada legal pra fazer. Vou me esforçar pra achar eventos culturais, festas, shows e etc em diferentes áreas da cidade. Desde o rolê mais baratinho até aquele rolê chique que a gente só faz de vez em quando.

Vamos começar por a amanhã?

Quinta 14/06

O quê? Exibição do filme “Touki Bouki, a viagem da hiena”, do diretor senegalês Djibril Diop Mambéty

Onde? Instituto Moreira Salles –  R. Marquês de São Vicente, 476 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ, 22451-041

Quanto? 8 reais (inteira) e 4 reais (meia)

Se tem um lugar que eu PRECISO indicar pra vocês é o Instituto Moreira Salles. Lá sempre rolam diversas exposições e eventos culturais muito legais por um precinho camarada. Sem contar que o espaço é uma delícia, calmo, cheio de verde, ótimo pra relaxar. Eu sei que o lugar é meio afastado e difícil de chegar pra maioria das pessoas, mas por isso o próprio Instituto oferece uma van grátis durante os finais de semana da estação de metrô mais próxima até lá.

Nesse quinta vai rolar uma exibição do filme “Touki Bouki, a viagem da hiena”, do diretor senegalês Djibril Diop Mambéty. O que eu acho mais incrível é que els tão sempre fazendo exibições desses filmes que a gente nunca vai ver nos cinemas normais nem achar pra assistir online. O ingresso custa apenas 8 reais a inteira e 4 reais a meia!

link pro evento no facebook:

Sexta 15/06

O quê? Festa Love 2 Hate

Onde? Budweiser Basement – Rua General Bruce, 274, São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ, 20921-030, Brasil

Quanto? 10 reais com nome no mural do evento no facebook e 20 reais normal.

Já na sexta-feira tem Love 2 Hate no Budweiser Basement! Na real vocês vão ver vários eventos lá aparecerem nesse minha lista durante esse mês! Principalmente pq a Bud tá apoio umas festa muito legais, e também tá chegando junto em uns eventos pra quem quer assistir os jogos do Brasil na Copa.

Essa edição da festa vai ter show das meninas maravilhosas do ABRONCA e Dj Tammy entre as djs!

Sábado 16/06

O quê? Festa BATEKOO

Onde? Budweiser Basement – Rua General Bruce, 274, São Cristóvão, Rio de Janeiro – RJ, 20921-030, Brasil

Quanto? 10 reais com nome no mural do evento no facebook ou comprando antecipado com o código batekoobasementrj. Na porta sem confirmação o valor é 40 golpinhos.

No sábado tem Batekoo também no Budweiser Basement (eu avisei!). Nessa eu vou com certeza! Eu sou fã e apoiadora da Batekoo e vou em quase todas (as do Rio) desde a primeira edição que foi na lapa mais de 2 anos atrás. Acho lindo ver a trajetória que a Batekoo trilhou e está trilhando e como ela tá se firmando cada vez mais no calendário de eventos de cidades como Rio, São Paulo e Salvador.

Tem mais alguma dica de algo legal rolando? Joga aqui nos comentários. E não esquece de voltar no blog semana que vem pq tem um monte de outros eventos legais.

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Paraíso em Paraty

Pela primeira vez eu e minha namorada resolvemos fazer as malas, entrar no carro, pegar a estrada e ir! Sempre quis que ela conhecesse mais de Paraty, um lugar que eu amo desde a primeira vez que fui. Você pode ver o vlog da nossa viagem clicando aqui, e se quiser fazer algo parecido, esse post tem várias dicas!

A POUSADA PARATY PARADISO

Ficamos hospedadas na pousada Paraty Paradiso, sem Paraty-Mirim (30 minutos da cidade de Paraty. Descobri a pousada através da Carla Lemos do blog Modices, e desde que vi os posts dela fiquei com vontade de conhecer. Como disse, nunca tinhamos pego a estrada antes e a estrada Rio-Paraty é extremamente esburacada, tem muito pardal (fiscalização eletrônica) e não é bem iluminada – principalmente no trecho Manguaratiba-Angra-Paraty.

O mais legal da pousada em que ficamos é que o nosso quarto era uma casa na árvore! Bem compacta e extremamente aconchegante aconchegante. O banheiro do quarto é ao ar livre o que, de primeira, é um pouco intimidador, mas como tem muita árvore em volta a gente acaba tendo bastante privacidade. A vista da varanda do quarto é de muito verde e também dá pra ver o mar! Assistimos o amanhecer do quarto dos nos primeiros dias (não precisa nem levantar da cama), o céu fica todo laranja e é absurdamente lindo, – foi uma das minhas partes preferidas da viagem. O café da manhã também era muito gostoso e caprichado, com várias furtas que eram colhidas no local. A gente comeu fruta-pão pela primeira vez e pereceu uma mistura de inhame e batata doce.

A casa na árvore é uma construção nova na pousada. O casal dono da pousada que a construiram em cima de uma jaqueira de 40 anos. Eles medem a árvore de tempo em tempo para garantir que ela não está sendo danificada pela casa.
PRAIA DE PARATY-MIRIM
A praia fica 10 min andando da pousada, é uma praia com águas calmas (sem onda) e rodeada por montanhas verdes. Lá acontece o encontro do mangue com o rio e então com o mar – que é a minha parte favorita.
Na praia tem alguns quiosques que colocam mesas, guarda sol cadeiras e servem comida, petiscos e bebidas como cerveja, drinques e refrigerante. Sugerimos o incrível (e enorme) pastel de palmito do quiosque Paraty-Mirim. A salada de palmito também é deliciosa, principalmente com a pimenta da casa (gostamos tanto que trouxemos uma conosco).
Não dá pra ver o por-do-sol da praia porque ele se põe atrás da montanha, mas fomos ver o nascer do sol uma manhã e foi simplesmente incrível. Talvez a minha experiencia preferida da viagem da praia de Paraty-Mirim. Não sei, parece que muitas coisas são “as minhas preferidas” nesse post.
Da praia de Paraty-Mirim você consegue pegar um barco para conhecer as praias do entorno – são 33 praias no total! O ideal é ir com um grupo grande ou se juntar a outras pessoas para ficar mais barato. Os barqueiros cobram cerca de 100 reais a hora e o passeio mais indicado é de 4 horas por algumas praias do Saco do Mamanguá. Como estávamos em duas e não queríamos fazer um passeio tão longo fizemos um tour de 2 horas e visitamos o Saco da Velha, a Praia do Engenho e a Fazenda de Algas, onde dá pra ver várias tartarugas se alimentando.

Também fizemos um delicioso passeio de caiaque pelo mangue até a praia; o caiaque é do pessoal da pousada e é só perguntar para eles onde fica. Existem várias trilhas que podem ser feitos de Paraty-Mirim para outras praia, por falta de tempo não fizemos nenhuma mas com certeza vamos voltar para isso.
Paraty fica à cerca de 30 minutos de carro de Paraty-Mirim. O clássico passeio pela cidade histórica vale muito a pena, a nossa rua preferida é a Rua do Fogo. Em um dos dias almoçamos em um restaurante turco com opções veganas e vegetarianas simplesmente incrível, o Istambul – ele fica bem perto da rodoviária de Paraty.
Já que estamos falando de comida, em frente à pousada Paraty Paradiso você encontra a Pizzaria Helena, que tem uma das melhoras pizzas que já comi na minha vida! (sério, e por apenas 25 reais).
A pizzaria já tem diversas opções vegetarianas no cardápio. Levamos nosso queijo vegano e pedimos para usarem em uma piza metade abobrinha e metade marguerita. A massa é fininha, deliciosa e a pizza é feita no forno à lenha. Nota 10.
Com certeza vamos voltar mais vezes para conhecer mais algumas das 33 praias. Paraty e a região do entorno e realmente um daqueles paraísos bem conservados. Um lugar pra relaxar e aproveitar muito a natureza!
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TOUR PELO MEU CORPO

se meu corpo fosse quem eu sou hoje

eu não seria eu

e ele não seria meu

meu corpo é o que eu fui

e deixei de ser

é o que eu fui

e continuo sendo

é o que eu nunca fui

mas hoje sou

e ele um dia será

o que eu serei

meu corpo tem a minha história

nas suas marcas

as minhas lutas

as minhas vitórias

e as coisas que eu nunca consegui vencer

mas que me fazer ser eu

(a foto é do livro “tudo nela brilha e queima” de ryane leão, que você consegue comprar clicando aqui)

.morena

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SALADA DE MACARRÃO COM MAIONESE VEGANA ~ MariCozinha

postei um vídeo no meu canal ensinando como fazer essa salada maravilhosa, mas achei que seria um boa ideia colocar a receita e os ingredientes por escrito aqui no blog.

ingredientes:

2 xícaras de macarrão

maionese vegetal

tomate cereja

1 talo de salsão/aipo

1/2 pimenta dedo de moça sem caroços

1/2 cenoura ralada

azeitonas (se você gosta)

passas (se você gosta)

cebolinha

castanhas de caju tostadas

modo de preparo: cozinhar e escorrer o macarrão. misturar primeiro a maionese pra ela absorver bem no macarrão, depois ir adicionando os outros ingredientes e misturando. adicione a castanha por última pra manter ela bem crocante!

veja o vídeo com o preparo completo aqui: https://youtu.be/jYlS4fUYAB0

.morena

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COMO SABER SE UM PRODUTO DE CABELO É REALMENTE BOM

Vocês provavelmente já sabem que eu sou a louca das composições. Pra mim, o produto pode ter um marketing incrível, dizer que vai fazer maravilhas no meu cabelo, mas se eu olhar a composição e ver que ele na verdade não é lá essas coisas não vai ter nada que me faça comprá-lo. Para que isso fosse possível eu tive que adquirir algum conhecimento para entender as composições e o que os ingredientes significam. E, sinceramente, os nomes de produtos químicos não são nada convidativos.

Nesse post resumi algumas coisas que eu sei sobre composições de produtos ara fazer com que fique mais fácil pra todo mundo reconhecer se um produto pra cabelo é realmente bom ou só balela.

Então, do que um produto pra cabelo precisa para ser realmente bom?

1. Não conter sulfatos

Isso vale principalmente para os shampoos, é claro. Porque eles são os produtos que normalmente contém esse tipo de componente. Poŕem, eu já encontrei sulfatos até em máscaras! Então vale prestar atenção. Para quem não sabe, os sulfatos são detergentes super fortes usados para limpar o cabelo e estão presentes em, eu diria, 99% dos shampoos vendidos por aí. Porém, os sulfatos são comprovadamente (leia artigo sobre isso aqui) muito agressivos aos fios dos cabelos, tendo um efeito progressivo de danos e ressecamento.

Se você quiser se livrar dos sulfatos nos seus shampoos, aqui está a lista de substâncias que você tem que evitar:

Lista de Sulfatos Fortes: Sodium Laureth Sulfate, Sodium Myreth Sulfate, Sodium Lauryl Sulfate, Ammonium Lauryl Sulfate, Ammonium Laureth Sulfate, Sodium C14-16 Olefin Sulfonate, TEA Lauryl Sulfate, TEA-dodecylbenzenesulfonate, Sodium Alkylbenzene Sulfonate, Ammonium or Sodium Xylenesulfonate.

Lista de Sulfatos Fracos: Sodium Cocyl Isethionate, Sodium Lauryl Sulfoacetate, Sodium Socoyl (or lauryl/lauroyl) Sarcosinate, Ethyl PEG-15 Cocamine Sulfate, Dioctyl Sodium Sulfosuccinate, Sodium Lauryl Glucose Carboxylate, Methyl Cocoyl or Lauryl Taurate, Sodium Cocoyl Glycinate.

Como eu disse, os nomes não são nada atraentes. Pra facilitar, se vocês quiserem eu posso fazer um post sobre os meus shampoos sem sulfatos preferidos. Comentem aqui em baixo caso queiram 🙂

2. Não conter parafina líquida e óleo mineral

A parafina líquida e o óleo mineral podem estar presentes em condicionadores, máscaras e cremes de pentear. Eles formam uma película em torno do fio que impede que a hidratação saia, mas da mesma forma também impede que a hidratação entre. Ou seja, parafina e óleo mineral em máscaras e condiconadores podem impedir a eficiência dos outros componentes. Eles funcionam como uma “maquiagem”, que não tem função de hidratação ou tratamento nenhum para o cabelo, só formam uma camada que deixa o cabelo temporariamente mais brilhosos.  Além disso, esses componentem precisam de sulfatos para serem removidos dos fios. Então além de não estarem hidratando propriamente o cabelo, você vai ter que usar algo ressecante e danoso depois.

Se você quiser se livrar das parafinas e óleos minerais dos seus cabelos, aqui está a lista de produtos a serem evitados:

Lista de Óleos Minerais: Petrolatum/petrolato, Mineral Oil/óleo mineral, Parafinum Liquid/parafina líquida, Vaselina, isoparafina e isododecane.

3) Conter silicones insolúveis de forma moderada

Os silicones funcionam mais ou menos da mesma forma que que a parafina líquida e o óleo mineral, com a diferença de que não precisam dos sulfatos para serem removidos dos fios. Eu não costumo indicar o uso de máscaras com silicones porque, como eu disse, eles podem impedir a eficiência dos outros componentem. Mas se você gosta do resultado deles no seu cabelo não é de grande mal usá-las em condicionadores e cremes de pentear.

Não vou entrar em mais detalhes sobre sulfatos, parafinas e silicones porque se não eu ficaria horas aqui escrevendo pra vocês e quero que o foco desse post seja em outros componentem. Até porque eu já fiz a proeza de ficar horas falando desse assunto (alguns minutos pra ser menos exagerada, rs). Então, se você quiser saber mais sobre o assunto eu te indicaria fortemente assistir o meu vídeo sobre isso: http://youtu.be/IlH_uXmMAug

De qualquer forma, para evitar silicones insolúveis você precisa prestar atenção dos seguintes ingredientes:

Lista de Silicones Insolúveis: Trimethylsilylamodimethicone, Amodimethicone, Cyclopentasiloxane, Cyclomethicone, Dimethicone, Cetyl Dimethicone, Cetearyl Methicone, Dimethiconol, Stearyl Dimethicone, Phenyl Trimethicone, Simethicone, Polydimethylsiloxane, Methicone, Dimethylpolysiloxane.

4) Conter Poliquartenium

O poliquartenium é um polímero de carga positiva que ajuda a selar as cutículas do cabelo, além de funcionar como um condicionante que ajudar a hidratar e deixar o cabelo sem frizz. Eles normalmente aparecem nas composições com um numerozinho do lado que se refere a sua densidade, quanto mais alto o número, melhor. Como o poliquartenium-37 e o poliquartenium-74.

5) Não conter álcoois ruins e conter álcoois bons

Os álcoois “ruins” são conhecidos por provocarem o ressecamento dos cabelos. Eles são mais encontrados em produtos como géis e sprays. Para não deixar passar nenhum álcool ruim desavisado, aqui está a lista do que evitar:

Lista de “Álcoois Ruins”: etanol, álcool SD 40, álcool SD, isopropílico, propil e porpanol.

Por outro lado, os álcoois bons funcionam normalmente como condicionantes e são benéficos para os cabelos. E os álcoois neutros costumam ter a função de conservantes. Novamente, segue a lista:

Lista de “Álcoois Bons”: álcool cetílico, álcool estearílico, álcool laurílico, álcool de Behenilo, álcool miristílico e cetearyl álcool.

Lista de Álcoois Neutros: álcool benzílico e propileno glicol

6) Conter Behentrimonium (cloride ou methosulfate)

O Behentrimonium é um dos melhores componentes para condicionar e deixar o cabelo mais macio. Assim como o poliquartenium, ele ajuda a selar as cutículas do fio. Além disso, a ação do Behentrimonium é intensificada se ele estiver junto com o álcool cetílico (cetyl alcohol).

7) Conter Glicerina

A glicerina é um umectante e um ÓTIMO hidratante, ajudando a aumentar a quantidade de água no cabelo.  Ela também comprovadamente ajuda diminuir a quebra do cabelo natural. Além de ser encontrada em produtos para cabelo, você pode achar glicerina em qualquer farmácia. O importante é sempre misturar a glicerina com água ou com alguma máscara que tenha base de água, pois se usada diretamente no cabelo ela vai absorver a hidratação do cabelo ao invez de dar hidratação para o cabelo, provocando ressecamento.

Você consegue ver um vídeo de

8) Conter Steramidopropyl dimethylamine

Esse componente pode ser um subustituto para as silicones e é solúvel em água. Ele também age como um condicionante e ajuda a dar aquela sensação de “cabelo derretido” que faz o cabelo ficar MUITO mais fácil de desembaraçar.

9) Conter óleos penetrantes ou óleos selantes

A maravilha que componentes naturais como óleos e manteigas vegetais podem fazer pelos nossos cabelos! Os óleos vegetais mais indicados são o óleo de coco e o azeite de oliva, pois conseguem penetrar na cutícula do cabelo. Qualquer outro óleo ou manteiga vegetal pode servir como um “selante” ajudando a manter a hidratação dentro do cabelo e a proteger os fios.

10) Conter Água!

O ingrediente mais simples e mais importante. Água é obviamente o que o seu cabelo mais precisa para se manter hidratado. Pode parecer bobo dizer isso, mas é muito importante que seus produtos contenham água como uns dos primeiros ingredientes. Eu já vi muita gente que só cuidava do cabelo com produtos a base de óleos ou silicones e não sabia porque o cabelo não ficava hidratado. Não tem nada de errado em tem um ou dois produtos que não tenham base de água, mas garanta que a maioria tenha!

Ufa! É isso. Espero que essas 10 dicas ajudem vocês a escolher melhor seus produtos de cabelo. É muito importante nos mantermos informadas sobre esse assunto para não nos deixarmos levar por puro marketing de algumas empresas e sabermos quais produtos são realmente de qualidade. Dessa forma também podemos saber se produtos caros realmente valem a pena, ou se algum produto baratinho tem a composição maravilhosa e vira um achado!

Caso vocês se interessem sobre o assunto, eu posso fazer mais posts falando de mais componentes.

Mas por hoje eu vou parar por aqui.

Mil beijos!

.Morena

Alguns artigos que eu li sobre o assunto:

www.produtosdebeleza.com/alcool-que-faz-bem-para-o-cabelo-aprendendo-a-ler-rotulos.html

http://www.thenaturalhavenbloom.com/2011/01/ingredients-dictionary-cetyl-alcohol.html

http://www.thenaturalhavenbloom.com/2009/11/guide-to-using-ingredients_04.html

http://www.thenaturalhavenbloom.com/2010/03/moisture-issue-glycerin-is-your-friend.html

http://www.produtosdebeleza.com/como-saber-se-um-condicionador-ou-mascara-e-realmente-bom.html

http://www.thenaturalhavenbloom.com/2010/03/moisture-issue-glycerin-is-your-friend.html

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A RECEITA DE BOLO DE CENOURA VEGANO QUE DÁ CERTO! ~ MariCozinha

uma das receitas veganas mais difíceis pra se fazer dar certo com certeza é o bolo de cenoura. antes de chegar nessa receita eu tentei muitas outras, mas o bolo sempre solava ou se esfarelava todo. mas com essa receita ele fica simplesmente perfeito. fofinho mas sem se desfazer, macio por dentro e crocante por fora. eu não poderia deixar de compartilhar com vocês.

ingredientes secos:

2 copos de farinha branca com fermento (de preferência da  dona benta – importante usar uma farinha de qualidade! se for uma melhor que essa melhor ainda)

1 copo de açúcar

1 pitada de sal

canela a gosto

1 colher de fermento químico

ingredientes úmidos:

2-3 cenouras grandes

120-150 de óleo vegetal (uso o de soja)

200ml leite de soja (NÃO usar outro leite vegetal ou o bolo não vai dar certo).

1 colher de sopa de essência de baunilha

1 colher de sopa de vinagre de maçã

opcional

passas

gengibre

noz moscada

amêndoas/castanha de caju/etc.

2 colher de sopa de uísque ou alguma cachaça boa!

modo de preparo:

antes de tudo, pré aquecer o forno em temperatura de 180-200 graus. bater o no liquidificador o óleo, leite de soja, as cenouras, e a essência de baunilha, depois misturar com os ingredientes secos. É importante apenas misturar os ingredientes, e não ficar batendo a massa. isso pode fazer o bolo solar.

por último, adicionar o vinagre de maça à mistura e misturar.

para a calda eu derreti 250g de chocolate amargo vegano e misturei com 2 colheres de sopa de creme de leite de soja e 1 colher de sopa de açúcar.

Esse é o bolo que você vai fazer e os seus amigos nunca vão esquecer! Gostoso, perfumado e claro – 100% vegano!

.morena

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POST NÚMERO ZERO

o que você faz quando ama produzir conteúdo, mas não está satisfeita com as plataformas disponíveis para isso? o que faz quando ama a relação que construiu com o seu público, mas se sente cada vez mais distante dele devido a algoritmos, estatísticas e números vazios?

nesse espeço isso vai ser diferente.

eu não vou deixar de produzir conteúdo pro YouTube, Instagram ou Facebook. mas esse espaço não é sobre nenhum dessas marcas. não é sobre marca nenhuma, aliás. ele veio pra suprir um vazio entre eu e vocês. entre eu e eu. e eu quero encher ele de todas as coisas que me interessam.

em um momento em que o youtube bloqueia e desmonetiza vídeos com conteúdos políticos e lgbt, o instagram decide que posts enviar pra cada pessoa, e o facebook não manda posts pra ninguém, nesse espaço não vamos ter nenhuma mediação – somos só eu e vocês aqui.

essa sou eu abrindo as portas de uma parte de mim que eu nunca me senti à vontade pra mostrar em nenhuma outra plataforma. as minhas escritas, minhas pinturas, minhas receitas, meus lugares preferidos nas minhas cidades preferidas, as coisas que eu gosto e que “não dão visualizações no youtube, likes no instagram”.

aqui nada disso importa.

por isso, nesse blog você não vai ver nenhum tipo de publieditorial, publipost ou post pago no geral.

absolutamente tudo que eu falar sobre no meu blog eu vou falar única e exclusivamente

por que eu quero.

eu acho que a gente tá precisando de um pouco de ar fresco.

eu também vou produzir vídeos exclusivos pro blog às vezes, que eu vou hospedar na minha plataforma no vimeo. esses vídeos não vão ser monetizados, ou seja, eu não vou gerar receita com eles.

a ideia desse espaço é: 1. ter um lugar onde eu posso expressar ideias, pensamentos, acontecimentos etc que eu não sinto que tenham espaço para nas outras plataformas mais “comerciais” na internet.

2. que eu possa me aproximar mais de vocês, e vocês de mim.

ps. eu não gosto de escrever com letras maiúsculas, então vocês não vão ver muito elas por aqui (nesse espaço pode tudo).

.morena

 

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